top of page

Uma vida inteira pensando diferente: uma conversa sobre neurodivergência na terceira idade

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Na última sexta-feira, dia 10 de abril, tive a oportunidade de realizar uma palestra muito especial com um público que raramente participa desse tipo de discussão: pessoas da terceira idade.


Foi uma experiência emocionante e, ao mesmo tempo, desafiadora. Embora eu já tenha falado muitas vezes sobre neurodivergência em contextos acadêmicos, clínicos e educacionais, era a primeira vez que abordava esse tema com esse público. Isso exigiu um cuidado especial na forma de conduzir a conversa, porque, mais do que uma palestra, a proposta era criar um espaço de reflexão e escuta.


O encontro teve como tema “Uma vida inteira pensando diferente: neurodivergência na terceira idade”. Logo no início, compartilhei com o grupo uma ideia importante: não seria apenas uma palestra, mas uma conversa sobre como cada mente funciona de forma única .


Durante a conversa, falamos sobre o que significa neurodivergência: um conceito que se refere a formas diferentes de funcionamento do cérebro, que fazem parte da diversidade humana e não representam doença ou defeito .


Abordamos exemplos como autismo, TDAH, altas habilidades e sensibilidades sensoriais, explicando que muitas pessoas passaram grande parte da vida sem acesso a diagnóstico ou informações sobre essas características .


Esse ponto gerou momentos muito marcantes no encontro. Muitos participantes reconheceram em suas próprias histórias frases que, durante décadas, foram comuns: “Você é muito sensível.”“Você pensa demais.”“Você é distraído.”“Você precisa se esforçar mais.”


Essas falas, que muitas vezes pareciam apenas comentários cotidianos, revelam como, no passado, diferenças no modo de pensar, sentir ou perceber o mundo eram pouco compreendidas.


Conversamos também sobre como, durante muito tempo, crianças que hoje poderiam ser reconhecidas como neurodivergentes eram rotuladas apenas como tímidas, agitadas, distraídas ou “estranhas” . Naquela época, pouco se falava sobre saúde mental, diversidade neurológica ou avaliação especializada.


Um dos pontos mais bonitos da conversa foi perceber que nunca é tarde para compreender a própria história. Mesmo na terceira idade, entender que o cérebro pode funcionar de formas diferentes pode trazer alívio, autocompreensão e uma nova maneira de olhar para o passado .


Ao final do encontro, ficou uma mensagem que considero essencial:

cada cérebro é único, e muitas histórias de vida ganham novos significados quando passamos a entender isso. 


Foi um encontro cheio de escuta, partilha e emoção. Uma experiência que certamente levarei comigo. Porque falar sobre neurodiversidade também é reconhecer que pensar diferente faz parte da diversidade humana.



 
 
 

Comentários


_Website - Mariele Finatto (10).png
Feed Mariele - 2025- RP (1080 x 1350 px) (4).png

Entre em contato para mais informações

_Website - Mariele Finatto (11).png

Florianópolis – SC
Atendimento presencial e online

Telefone: 48 99153-5022
marielefinatto@gmail.com

  • Instagram
  • LinkedIn
  • YouTube

@2025 por Regis Public

bottom of page