Primeira aula do curso “O que fazer quando ele não quer fazer?”
- há 3 dias
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Hoje realizamos a primeira aula do curso pocket “O que fazer quando ele não quer fazer?”, um encontro on-line que reuniu educadores e profissionais de diferentes contextos interessados em compreender melhor as situações de recusa que aparecem no cotidiano escolar.
Mais do que falar sobre estratégias, começamos pelo ponto mais importante: mudar o olhar sobre o comportamento do estudante.
Muitas vezes, quando um aluno com autismo não realiza uma atividade, a interpretação imediata é bastante comum:“ele não quer”, “está sendo teimoso”, “não está interessado” ou “está desafiando” .
Mas será que é só isso?
Ao longo da aula, discutimos que a recusa não é simplesmente desinteresse. Na verdade, ela pode trazer informações importantes sobre o que está acontecendo naquele momento.
Entre as reflexões centrais do encontro, destacamos que o “não quero” pode significar diferentes coisas:
o estudante não entendeu o que precisa fazer
ele ainda não sabe realizar a tarefa
a atividade está grande ou complexa demais
há sobrecarga sensorial ou cognitiva
ou a proposta simplesmente não faz sentido para ele naquele contexto .
Também discutimos a importância de analisar a situação considerando três elementos fundamentais:o estudante, a tarefa e o contexto. Essa observação ajuda o educador a compreender melhor o que está acontecendo antes de tomar qualquer decisão pedagógica .
Outro ponto importante foi diferenciar dois processos que frequentemente aparecem nessas situações:
fuga: quando o estudante tenta sair da atividade depois que ela já começou
esquiva: quando ele age antes mesmo da tarefa começar para evitar que ela aconteça .
Ao final da aula, reforçamos uma ideia essencial:
A recusa não é apenas comportamento. A recusa também é uma forma de comunicação.
Por isso, muitas vezes o estudante não precisa de mais cobrança.Ele precisa de mais clareza, estrutura e previsibilidade nas propostas pedagógicas .
O encontro também foi um momento muito rico de troca entre os participantes, que compartilharam experiências da sala de aula, dúvidas e desafios enfrentados no cotidiano escolar.
E isso é exatamente o que torna esse espaço tão potente:aprendemos não apenas com a teoria, mas também com as vivências reais de quem está na prática todos os dias.
Agora seguimos para o próximo encontro, onde vamos discutir um tema fundamental:
Engajamento não é sorte, é estrutura.
Seguimos juntos nessa jornada de aprendizagem.





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