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Primeira aula do curso “O que fazer quando ele não quer fazer?”

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Hoje realizamos a primeira aula do curso pocket “O que fazer quando ele não quer fazer?”, um encontro on-line que reuniu educadores e profissionais de diferentes contextos interessados em compreender melhor as situações de recusa que aparecem no cotidiano escolar.


Mais do que falar sobre estratégias, começamos pelo ponto mais importante: mudar o olhar sobre o comportamento do estudante.


Muitas vezes, quando um aluno com autismo não realiza uma atividade, a interpretação imediata é bastante comum:“ele não quer”, “está sendo teimoso”, “não está interessado” ou “está desafiando” .


Mas será que é só isso?


Ao longo da aula, discutimos que a recusa não é simplesmente desinteresse. Na verdade, ela pode trazer informações importantes sobre o que está acontecendo naquele momento.


Entre as reflexões centrais do encontro, destacamos que o “não quero” pode significar diferentes coisas:


  • o estudante não entendeu o que precisa fazer

  • ele ainda não sabe realizar a tarefa

  • a atividade está grande ou complexa demais

  • há sobrecarga sensorial ou cognitiva

  • ou a proposta simplesmente não faz sentido para ele naquele contexto .


Também discutimos a importância de analisar a situação considerando três elementos fundamentais:o estudante, a tarefa e o contexto. Essa observação ajuda o educador a compreender melhor o que está acontecendo antes de tomar qualquer decisão pedagógica .


Outro ponto importante foi diferenciar dois processos que frequentemente aparecem nessas situações:


  • fuga: quando o estudante tenta sair da atividade depois que ela já começou

  • esquiva: quando ele age antes mesmo da tarefa começar para evitar que ela aconteça .


Ao final da aula, reforçamos uma ideia essencial:


A recusa não é apenas comportamento. A recusa também é uma forma de comunicação.


Por isso, muitas vezes o estudante não precisa de mais cobrança.Ele precisa de mais clareza, estrutura e previsibilidade nas propostas pedagógicas .


O encontro também foi um momento muito rico de troca entre os participantes, que compartilharam experiências da sala de aula, dúvidas e desafios enfrentados no cotidiano escolar.


E isso é exatamente o que torna esse espaço tão potente:aprendemos não apenas com a teoria, mas também com as vivências reais de quem está na prática todos os dias.


Agora seguimos para o próximo encontro, onde vamos discutir um tema fundamental:


Engajamento não é sorte, é estrutura.


Seguimos juntos nessa jornada de aprendizagem.



 
 
 

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