Formação em Educação Inclusiva em Vargem Grande (SP): quando a inclusão deixa de ser discurso e vira prática
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No dia 18 de março de 2026, tive a oportunidade de conduzir uma formação na modalidade on-line com educadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) do município de Vargem Grande (SP), em parceria com a Ricardo Trebarim Assessoria.
O tema foi um dos mais relevantes do cenário atual: o Decreto nº 12.686/2025 e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva .
Mais do que apresentar conceitos legais, a proposta foi provocar uma reflexão real: o que, de fato, muda na escola quando levamos a inclusão a sério?

Inclusão não é mais uma escolha, é um compromisso estrutural
A formação começou com um ponto essencial: a educação inclusiva não surgiu agora. Ela é resultado de um processo histórico que envolve a Constituição de 1988, a LDB, a política de 2008, a Lei Brasileira de Inclusão e, agora, o novo decreto de 2025 .
Mas aqui vai a provocação que gerou mais discussão no encontro:
👉 Se já temos leis há décadas, por que ainda sentimos que a inclusão não acontece como deveria?
A resposta não está na falta de legislação. Está na forma como organizamos (ou deixamos de organizar) a escola.
Inclusão de verdade tem três pilares (e não dá pra negociar nenhum)
Um dos pontos mais importantes discutidos foi que a inclusão só acontece quando três elementos estão presentes simultaneamente:
participação
permanência
aprendizagem
Se um desses falha, não é inclusão, é só presença física.
E aqui começa a virada de chave: não basta o estudante estar na sala. Ele precisa aprender, participar e permanecer com qualidade.
Igualdade não é equidade (e isso muda tudo)
Um dos momentos mais ricos da formação foi a discussão sobre a diferença entre igualdade e equidade.
Enquanto a igualdade oferece o mesmo para todos, a equidade garante os apoios necessários para que cada estudante aprenda .
Traduzindo para a prática:
Dar a mesma atividade para todos pode parecer justo… Mas adaptar a forma de acesso ao conteúdo é o que realmente gera aprendizagem.
E aqui entra um ponto importante, e, às vezes, desconfortável:
equidade exige trabalho pedagógico intencional.




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