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Aula 4 do curso pocket: aplicação real - o que faço amanhã?

  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura

Encerramos hoje o Curso Pocket, e talvez a pergunta mais importante da educação tenha sido essa:


“O que fazer quando ele não quer fazer?”


Hoje foi a última aula do curso e não foi sobre teoria. Foi sobre realidade.

Sobre aquele momento em que o educador olha para o educando e pensa: “Ele não quer.” Mas a gente decidiu não parar nessa resposta.


Durante o curso, ficou claro:

  • Dizer que o educando “não quer” é uma conclusão rasa. Porque, na prática, isso só mascara a pergunta que realmente importa: o que, nessa situação, impede a participação dele? 

Essa mudança de pergunta parece simples, mas ela muda absolutamente tudo.

O que aprendemos hoje (e que dá pra aplicar amanhã)

A última aula foi construída em cima de um objetivo direto: “o que eu faço amanhã?”  E para isso, organizamos um caminho claro:


1. Conhecer o educando

Antes de qualquer intervenção, entender:

  • Como ele compreende

  • Como se comunica

  • O que regula ou desorganiza

  • O que engaja

Sem isso, qualquer estratégia é tentativa e erro


2. Identificar a resistência

E aqui vem o ponto-chave: não é sobre corrigir comportamento. É sobre entender função. Porque muitas vezes a recusa não é oposição. É:

  • Excesso de demanda

  • Falta de clareza

  • Dificuldade motora

  • Sobrecarga sensorial

Como vimos, atividades como cópia do quadro, por exemplo, exigem múltiplas habilidades simultâneas (motoras, visuais e atencionais).


3. Pensar em estratégias

E aqui começa o trabalho pedagógico de verdade:

  • Reduzir quantidade

  • Dividir em etapas

  • Usar apoio visual

  • Incorporar interesse

  • Oferecer escolha

  • Adaptar a resposta, lembro que adaptar não é facilitar. É tornar possível!


4. Aplicar e avaliar

E talvez o ponto mais negligenciado: funcionou?

Se sim: caminho certo.

Se não: ajusta.

É simples, mas exige consistência.

Um exemplo que resume tudo

O caso do Pedro (que trabalhamos na aula) deixa isso muito claro:

Antes: “Ele não quer fazer.”

Depois da análise: a atividade exigia cópia, coordenação motora fina, atenção sustentada e compreensão longa.


Ou seja: não era falta de vontade, era excesso de barreira.

E quando ajustamos, o comportamento muda, não por insistência, mas por acesso:

  • Reduzimos a exigência motora

  • Usamos apoio visual

  • Incorporamos interesse

O grande insight do curso


Se tivesse que resumir tudo em uma frase, seria essa: comportamento é dado pedagógico, não problema disciplinar.

E isso exige uma mudança real de postura:

  • Menos julgamento

  • Mais análise

  • Menos insistência

  • Mais estratégia


Para quem esteve no curso (e para quem não esteve), a provocação final é essa: amanhã, quando um educando “não quiser fazer", você vai insistir, ou vai investigar?


Encerramos hoje o curso pocket, mas, na prática, ele só começa agora: na vida real, na tomada de decisão pedagógica, na mudança do nosso olhar frente à recusa, na ampliação do engajamento.


Até o próximo curso!




 
 
 

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